Minha mãe tem histórico de estenose do canal vertebral (estenose espinhal lombar) e adora trabalhar na horta. Porém, caminhar por longos períodos costuma sobrecarregar sua lombar, por isso ela sempre toma alguns cuidados.

Dia5 de Junho

3 de junho – Primeira sessão

Na manhã do dia 3 de junho, ela acordou com uma forte dor no lado direito da lombar e tinha dificuldade para caminhar.

Ela dizia:

“Está difícil andar. Acho que vou precisar tomar remédio para a dor.”

Antes de recorrer à medicação, sugeri que tentássemos uma sessão de terapia manual.

Ao avaliá-la, percebi que sentia dor ao inclinar o tronco para frente e ao girá-lo para a direita. A dor era tão intensa que ela não conseguia deitar de barriga para cima.

Como conseguia ficar deitada de lado, fiz a avaliação nessa posição.

Observei tensão muscular acentuada na região lombar e alterações no alinhamento da pelve. Além disso, a parte interna da coxa direita e a lateral do quadril esquerdo estavam extremamente sensíveis, causando dor mesmo com uma pressão muito leve.

Realizei então uma técnica suave de liberação muscular focada nos músculos relacionados ao equilíbrio da pelve.

Após a sessão, ela já conseguia deitar de barriga para cima. A dor ao se inclinar para frente e ao girar o tronco praticamente desapareceu.

Entretanto, ainda havia dor ao caminhar.

Ela comentou:

“Ainda sinto dor quando ando, mas agora consigo me movimentar. Acho que não vou precisar tomar remédio.”

E, logo depois, foi trabalhar na horta.

4 de junho – Segunda sessão

Na manhã seguinte, ela disse:

“No fim das contas, coloquei um adesivo analgésico.”

A dor já não era tão intensa quanto no dia anterior, mas ainda havia desconforto ao caminhar.

Ela relatou que havia melhorado em comparação ao dia anterior, sem necessidade de tomar medicamentos, mas a dor ainda persistia.

Ao reavaliá-la, a dor continuava localizada na mesma região da lombar direita.

Desta vez, ela conseguiu deitar de barriga para cima sem dificuldade. Ainda havia, porém, algumas alterações no alinhamento da pelve.

Como a sensibilidade muscular estava menor do que no dia anterior, foi possível trabalhar as áreas tensas de forma mais eficaz.

Também consegui tratar regiões que não haviam sido abordadas adequadamente na primeira sessão, como as pernas e a parte anterior das coxas.

Durante o trabalho nos pés, ela comentou:

“Que sensação boa.”

Pelas respostas observadas no dia anterior, percebi que a principal origem do problema provavelmente estava relacionada à musculatura das pernas. Por isso, nesta sessão trabalhei apenas os membros inferiores, sem realizar intervenção direta na lombar.

Após a sessão, ela não sentia mais dor ao se inclinar nem ao girar o tronco. A dor durante a caminhada também praticamente desapareceu.

Ainda permanecia uma leve postura inclinada para frente, então ensinei alguns exercícios simples para fazer em casa, incluindo alongamentos para a parte posterior das coxas.

Feliz com a melhora, ela voltou novamente para a horta.

5 de junho – “A dor desapareceu”

Na manhã do dia 5, perguntei como estava se sentindo.

Ela respondeu:

“Hoje não sinto mais dor.”

Também não apresentou dor ao caminhar.

Nesse dia, foi para a horta sem utilizar medicamentos ou adesivos analgésicos.

Nem sempre uma única sessão resolve tudo

Seria ótimo se todos os sintomas desaparecessem em apenas uma sessão.

No entanto, quando a dor é intensa, muitas vezes é mais seguro e eficaz respeitar o ritmo do corpo e avançar gradualmente.

Quando se aplica uma força excessiva em uma área dolorida, o organismo pode reagir criando ainda mais tensão muscular como mecanismo de proteção.

Neste caso, a dor durante a caminhada não desapareceu completamente após a primeira sessão. Mesmo assim, já observamos mudanças importantes:

• Ela voltou a conseguir deitar de barriga para cima;

• A dor ao se inclinar para frente diminuiu significativamente;

• A dor ao girar o tronco praticamente desapareceu.

Ao identificar os músculos envolvidos e tratá-los adequadamente, o corpo começa a apresentar mudanças positivas de forma gradual.

Meu objetivo é promover melhorias de maneira segura, confortável e respeitando os limites de cada pessoa.

Além disso, pessoas que já possuem condições como estenose do canal vertebral e que costumam sentir desconforto ao caminhar podem se beneficiar de sessões periódicas de manutenção, mesmo após a melhora dos sintomas.

Os resultados do tratamento variam de pessoa para pessoa. O número de sessões necessárias e o tempo de melhora dependem das características e da condição de cada indivíduo.